Por que não é bobagem separar o financeiro da empresa e do sócio? - CWK Coworking

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Por que não é bobagem separar o financeiro da empresa e do sócio?

Depois de trabalhar por mais de oito anos me reportando diretamente a donos de pequenas empresas, cheguei a uma conclusão bastante preocupante: muitas vezes as pequenas empresas passam por dificuldades financeiras ou fiscalizações complexas e chatas por ação de seus sócios, que misturam suas contas pessoais com as da empresa, e prejudicam demais o financeiro da empresa.

Visando esclarecer e demonstrar as consequências dessa prática tão comum e prejudicial, elenquei cinco consequências negativas para empresa e, consequentemente, para o empresário:

  • Questão Contábil: a contabilidade da empresa precisa seguir diversas normas, dentre elas o “Princípio da Entidade” que obriga a separação de receitas e gastos da empresa (Pessoa Jurídica) e do empresário (Pessoa Física). Se esta norma não for seguida, o contador poderá sofrer consequências a serem aplicadas pelos Conselhos Regionais de Contabilidade.
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  • A Fiscalização: os órgãos de fiscalização estão cada vez mais interligados e com ferramentas de que realizam a verificação das transações diversas. A falta de separação entre as finanças da empresa e do empresário pode levar a fiscalizações complexas, multas e aborrecimentos diversos. Imagina a quantidade de problemas e chateação se você ou sua empresa caírem na “malha fina” da Receita Federal? Do Estado ou do município? Você terá que prestar todos os esclarecimentos solicitados através de documentos comprobatórios. Não é menos problemático separar as finanças pessoais das finanças da empresa do que se aborrecer por ter que fornecer essas explicações e gastar mais, pois muitas vezes precisará do auxílio de um advogado ou contador???
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  • A Reserva de Caixa: parte dos rendimentos obtidos pela empresa devem sempre ser destinados a uma “reserva”, investimento futuro e/ou expansão. Esse montante deve ser considerado um “fôlego financeiro” em momentos de dificuldade, o que resguarda também o sócio, já que ele não precisará se sobressaltar e destinar um capital seu para a empresa ou mesmo a empresa buscar a captação de capital no mercado, muitas vezes com custo elevado.
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  • Planejamento de fluxo de caixa: separando as finanças pessoais e a da empresa fica menos complicado realizar previsão de fluxo de caixa, possibilitando uma avaliação da empresa com a comparação de receitas programadas x gastos programados. Se a empresa tem planejado 800 a pagar e 1000 a receber, já se pode avaliar que as vendas pré-programadas superam os gastos e as metas podem ser reestabelecidas; se o contrário acontece, tem 1000 a programado para pagar e 800 programado a receber, sabe-se que: A- é necessário “correr atrás” de 200 de vendas urgentemente; B- Será necessário reprogramar alguns pagamentos; C- Recorrer ao “ reserva de caixa”; D- Recorrer a capital externo.
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  • Organização e prestação de contas: os sócios devem prestar contas uns aos outros e essa separação de contas pessoais e da empresa evita mal-entendidos e situações que podem levar a complicações na sociedade.

Que tal evitar esses e muitos outros aborrecimentos para você e sua empresa fazendo a simples separação de suas finanças e as da empresa?

Fique atento e comece já!

Gostou e quer mais informações? Deixe seu comentário!

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Camila Resende

Camila Resende possui mais de 08 anos de experiência na área administrativa-financeira; é Pós graduada em Gestão Financeira pela PUC-MG, com sólida experiência na área, incluindo análise financeira, elaboração e implementação de normas e controles internos para melhor desempenho da empresa. Sempre teve interesse em empreendedorismo e embarcou nessa nova fase da vida em busca de utilizar sua experiência para ajudar outros empreendedores a prosperarem utilizando conceito de compartilhamento e otimização de recursos, além de meios racionais e eficientes.

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