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Será que podemos definir o conceito de Coworking? Parte II

Mais uma vez, escrevo aqui minha opinião sobre essa nova modalidade de trabalho, o Coworking. Há algumas semanasparticipei de uma reunião em que  grande parte do tempo foi dedicado a discutir esse conceito de trabalho. Percebi que as opiniões são tão diversas que seria no mínimo leviano alguém tentar definir esse conceito nesse momento. Como classificar o Coworking do ponto de vista fiscal e jurídico? Esta seria apenas uma prática ou um ramo de atividade? A empresa tem que ter quais características em seus serviços para ser considerada um Coworking? E ainda: quais características uma empresa não pode ter para ser considerada Coworking?

Procurando na internet, percebo que várias empresas estão tentando definir esse conceito, mas excluem todas as outras empresas que oferecem serviços diferente do dele. Na minha opinião, isso é no mínimo injusto, pois não importa se a empresa de Coworking se especializa em vender horas ou se especializa em vender assessoria. Quando várias pessoas dividem o mesmo ambiente de trabalho, eles estão inseridos no conceito de trabalho compartilhado, ou seja, o Coworking.

As empresas de Coworking atualmente, tanto no Brasil como no mundo, têm se diversificado muito nos serviços que oferecem aos seus clientes. A CWK, por exemplo, tenta oferecer um pacote de opções que inclui todo o serviço administrativo para o cliente, com telefonia, motoboy, sistema de impressão e em alguns casos até um pequeno CPD. Outra empresas se especializam em oferecer um local de prestígio, mas sem estimular o cliente a fixar a empresa dele ali, oferecendo horas rotativas. Há ainda aqueles espaços que se especializaram em ambientes de eventos e workshops criando uma espécie de comunidade entre os clientes que ali frequentam.

Não importa muito a diferença entre os tipos de serviços oferecidos, o compartilhamento do ambiente de trabalho de forma independente já caracteriza o Coworking. Os benefícios que ele agrega para os empreendedores e empresários são consequências de estarem ali, dividindo o mesmo ambiente e independem dos tipos de serviços que os espaços de Coworking oferecem. Esses benefícios, relembrando, são a sociabilidade, o networking, a realização de novos negócios, o aprendizado entre outros.

O Coworking é um ramo de atividade que cresce imensamente ao redor do mundo. No Brasil, o crescimento também é muito grande, estimando aproximadamente 90 espaços em todo o território nacional (dados não oficiais), sendo que a diversidade dos serviços oferecidos pelos espaços é enorme, pois em se tratando de um serviço relativamente simples, que é o ambiente compartilhado, as empresas tentam oferecer mais que “mesas e cadeiras” para seus frequüentadores e daí surgem as diferenças entre os espaços de Coworking. Como a atividade é muito nova e pouco regulamentada, não existe um padrão de serviços a serem oferecidos e sinceramente não acho que haverá padrão nesse ramo de atividade tão cedo.

O importante é que as empresas de Coworking, cada vez mais, aprimorem seus estabelecimentos e seus serviços para atendermos a todos os estilos de clientes e necessidades.

Bruna Lofego

Bruna Lofego é administradora, formada pela UNA, com 15 anos de experiência em administração de empresas e 12 em empreendedorismo. Cursou especialização em marketing digital na ESPM e pós graduação em Marketing na UNA. Há cinco anos fundou a CWK Coworking, em expansão por todo o Brasil e se especializou na terceirização de serviços operacionais. É autora do Blog da CWK em que aborda a gestão de um espaço de coworking e empreendedorismo em geral.

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